Segundo o Manual da Febrasgo de Gestação de Alto Risco, a associação de hipertireoidismo e gestação apresentam uma prevalência variável de 0,05 a 0,2%. A causa mais comum do hipertireoidismo na gravidez é a autoimune, como doença de Graves, tireoidite aguda, tireoidite de Hashimoto.
Na gestação a resposta imunológica é deprimida, por isso tende a melhorar a evolução de algumas doenças autoimunes.
Pode ocorrer da doença não chamar a atenção na gravidez e passar despercebida, pois muitos sinais e sintomas podem ser confundidos com sinais próprios da gravidez.
Os antecedentes familiares das doenças da tireóide indicam uma investigação. A presença de exoftalmia, coração acelerado (frequencia cardíaca superior a 100bpm) e perda de peso são altamente sugestivos da doença. Outros sintomas como nervosismo, sudorese, hipersensibilidade ao calor, palpitações, cansaço, falta de ar, diarréia, tremores, perda de peso podem ser sugestivos.
O diagnóstico é feito com a dosagem laboratorial de TSH e T4l, com reavaliações pelo endocrinologista.
A associação do hipotireoidismo e gravidez é menos comum que a de hipertireoidismo. Pode ser consequente à tireoidite de Hashimoto. A prevalência, segundo alguns autores, varia de 0,9 a 3%, incluindo as mulheres com tratamento ablativo da doença de Graves com reposição inadequada de hormônio. A tendência é piorar com a gravidez, pois nesse momento a necessidade de hormônio aumenta, demandando uma reposição crescente em relação à inicial. Os sinais e sintomas dependem da intensidade do hipotireoidismo, e são fraqueza, cansaço, sonolência, redução da capacidade para o trabalho, sensibilidade para o frio, atos e raciocínio lentos, falta de atenção, perda de memória, bradicardia, pele seca, constipação, dor muscular e ganho de peso. O bócio nem sempre existe. Nem sempre o quadro tem muitos sintomas, pois as pacientes que conseguem engravidar são as que não tem um quadro grave. O diagnóstico laboratorial com dosagem de TSH e T4l fecham o diagnóstico.
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domingo, 17 de fevereiro de 2013
sábado, 14 de junho de 2008
Tireóide e gravidez
Esses textos foram tirados do site da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, com perguntas e respostas sobre doenças da tireóide na gravidez. Veja mais no post Tireóide e gravidez - Hipo e hipertireoidismo .
Hipertireoidismo1. Qual a relação da gravidez com o hipertireoidismo?
Resposta: O hipertireoidismo não tratado pode impedir a ovulação, causar alterações no feto ou mesmo o abortamento. As pacientes hipertireoideas grávidas devem ter o acompanhamento de um endocrinologista.
2. Tenho hipertireoidismo e gostaria de saber se passando para hipotireoidismo, corre risco de não ter filhos?
Resposta: A disfunção da tireóide deve ser tratada. Com a normalização da função tireoidiana não haverá problemas para engravidar.
3. Qual o tratamento indicado para hipertireoidismo antes e durante a gravidez?
Resposta: O ideal seria que o hipertireoidismo estivesse resolvido antes que a gravidez fosse desejada. Entretanto, se isto não for possível, ou se a gravidez acontecer, a gestante deverá usar o mínimo de drogas antitireodianas possível, devido à passagem placentária das mesmas. A gestante deverá ter um acompanhamento freqüente com o endocrinologista.
4. É verdade que mães com hipertireoidismo não tratado durante a gestação, podem ter filhos com problemas mentais? Por que isso acontece?
Resposta: Não existem evidências que o hipertireodismo materno afete o desenvolvimento mental de seus filhos. O mesmo não se pode dizer quanto ao hipotireoidismo materno, pois existe uma série de estudos que apontam que filhos de mães hipotireoidianas podem ter problemas cognitivos e até redução de QI.
Hipotireoidismo
1. De que maneira o hipotireoidismo afeta a fertilidade da mulher?
Resposta: Existe uma interação importante entre os hormônios tireoidianos (HT) e os ovários. Assim, receptores tireoidianos, que são estruturas através das quais os HT atuam, são expressos nos oócitos e células da granulosa do ovário. Os HT sinergizam com FSH (hormônio hipofisário que estimula o ovário) para exercer efeitos estimulatórios diretos nas células da granulosa incluindo diferenciação morfológica. Estudos experimentais mostram que o T4 (hormônio da tireóide) é necessário para taxas máximas de fertilizações e desenvolvimento do óvulo fecundado.
2. Quais os cuidados necessários durante a gravidez, nos casos de mãe com hipotireoidismo?
Resposta: Durante a gravidez, as mulheres portadoras de hipotireoidismo devem ter a sua dose diária de T4 aumentada. Não é bom para o desenvolvimento do bebê se o T4 estiver baixo. Além disto, as mulheres com hipotireoidismo podem ter dificuldade de engravidar e tem maior risco de abortamento.
3. Em mulheres que engravidam durante o tratamento de hipotireoidismo a dosagem do hormônio pode prejudicar o bebê?
Resposta: O ideal é que a mulher hipotireoidiana tenha a gravidez planejada e engravidem com concentrações normais de T4 no sangue. Entretanto, assim que souberem da gravidez devem procurar o seu endocrinologista, o qual, possivelmente, terá que ajustar a dose da medicação. O hipotireoidismo bem controlado não trará qualquer prejuízo ao feto.
4. A mulher que está amamentando pode continuar fazendo sua reposição de hormônios da tireóide sem causar danos ao bebê? Existe algum medicamento específico neste caso?
Resposta: A mulher hipotireoidiana poderá amamentar o bebê sem qualquer problema, mas deverá ajustar a dosagem da medicação, de acordo com as recomendações médicas.
Hipertireoidismo Congênito (no Recém-Nascido)1. O que a mulher hipertireoidiana pode fazer durante a gravidez para evitar o hipertireoidismo no recém-nascido?
Resposta: O hipertireoidismo no recém-nascido não é comum, documentando-se incidência menor que 1% nas crianças nascidas de mães hipertireoidianas. É causado pela transferência pela mãe de anticorpos estimuladores da tireóide. Quando a mãe é tratada com drogas antitireoidianas o feto se beneficia do tratamento materno e permanece eutireoidiano durante a gestação. Entretanto, o efeito protetor da droga é perdido após o parto e o hipertireoidismo clínico poderá se desenvolver poucos dias após o parto, podendo requerer tratamento com drogas antitireoidianas. Altos títulos de anticorpos estimuladores identificados no terceiro trimestre da gestação são preditores de hipertireoidismo neonatal.
2. Existe algum risco de uma mulher sem problemas na tireóide ter um filho com hipertireoidismo?
Resposta: Existe o hipertireodismo congênito decorrente de alterações no gene que expressa o receptor de TSH (hormônio que estimula a tireóide), mas é uma condição clínica muito rara.
Nódulo Tireoideano1. “Durante a gestação eu tive um aumento de peso em torno de 40 kg, e no final dela foi descoberto um nódulo no meu pescoço. Cheguei a fazer a biopsia, mas só agora vou começar a fazer o tratamento, pois estava amamentando e eu estou com a doença de Plummer. Eu gostaria de saber se esse aumento de peso pode ter sido decorrente do desarranjo hormonal ou não teria nenhuma ligação?"
Resposta: A doença de Plummer é um nódulo tireoidiano único e hiperfuncionante, que geralmente causa hipertireoidismo. O hipertireoidismo causa perda de peso e não ganho. Assim, creio que o seu ganho de peso não esteja relacionado ao desenvolvimento da doença tireoidiana.
Fonte: Respostas do Departamento de Tireóide
Hipertireoidismo1. Qual a relação da gravidez com o hipertireoidismo?
Resposta: O hipertireoidismo não tratado pode impedir a ovulação, causar alterações no feto ou mesmo o abortamento. As pacientes hipertireoideas grávidas devem ter o acompanhamento de um endocrinologista.
2. Tenho hipertireoidismo e gostaria de saber se passando para hipotireoidismo, corre risco de não ter filhos?
Resposta: A disfunção da tireóide deve ser tratada. Com a normalização da função tireoidiana não haverá problemas para engravidar.
3. Qual o tratamento indicado para hipertireoidismo antes e durante a gravidez?
Resposta: O ideal seria que o hipertireoidismo estivesse resolvido antes que a gravidez fosse desejada. Entretanto, se isto não for possível, ou se a gravidez acontecer, a gestante deverá usar o mínimo de drogas antitireodianas possível, devido à passagem placentária das mesmas. A gestante deverá ter um acompanhamento freqüente com o endocrinologista.
4. É verdade que mães com hipertireoidismo não tratado durante a gestação, podem ter filhos com problemas mentais? Por que isso acontece?
Resposta: Não existem evidências que o hipertireodismo materno afete o desenvolvimento mental de seus filhos. O mesmo não se pode dizer quanto ao hipotireoidismo materno, pois existe uma série de estudos que apontam que filhos de mães hipotireoidianas podem ter problemas cognitivos e até redução de QI.
Hipotireoidismo
1. De que maneira o hipotireoidismo afeta a fertilidade da mulher?
Resposta: Existe uma interação importante entre os hormônios tireoidianos (HT) e os ovários. Assim, receptores tireoidianos, que são estruturas através das quais os HT atuam, são expressos nos oócitos e células da granulosa do ovário. Os HT sinergizam com FSH (hormônio hipofisário que estimula o ovário) para exercer efeitos estimulatórios diretos nas células da granulosa incluindo diferenciação morfológica. Estudos experimentais mostram que o T4 (hormônio da tireóide) é necessário para taxas máximas de fertilizações e desenvolvimento do óvulo fecundado.
2. Quais os cuidados necessários durante a gravidez, nos casos de mãe com hipotireoidismo?
Resposta: Durante a gravidez, as mulheres portadoras de hipotireoidismo devem ter a sua dose diária de T4 aumentada. Não é bom para o desenvolvimento do bebê se o T4 estiver baixo. Além disto, as mulheres com hipotireoidismo podem ter dificuldade de engravidar e tem maior risco de abortamento.
3. Em mulheres que engravidam durante o tratamento de hipotireoidismo a dosagem do hormônio pode prejudicar o bebê?
Resposta: O ideal é que a mulher hipotireoidiana tenha a gravidez planejada e engravidem com concentrações normais de T4 no sangue. Entretanto, assim que souberem da gravidez devem procurar o seu endocrinologista, o qual, possivelmente, terá que ajustar a dose da medicação. O hipotireoidismo bem controlado não trará qualquer prejuízo ao feto.
4. A mulher que está amamentando pode continuar fazendo sua reposição de hormônios da tireóide sem causar danos ao bebê? Existe algum medicamento específico neste caso?
Resposta: A mulher hipotireoidiana poderá amamentar o bebê sem qualquer problema, mas deverá ajustar a dosagem da medicação, de acordo com as recomendações médicas.
Hipertireoidismo Congênito (no Recém-Nascido)1. O que a mulher hipertireoidiana pode fazer durante a gravidez para evitar o hipertireoidismo no recém-nascido?
Resposta: O hipertireoidismo no recém-nascido não é comum, documentando-se incidência menor que 1% nas crianças nascidas de mães hipertireoidianas. É causado pela transferência pela mãe de anticorpos estimuladores da tireóide. Quando a mãe é tratada com drogas antitireoidianas o feto se beneficia do tratamento materno e permanece eutireoidiano durante a gestação. Entretanto, o efeito protetor da droga é perdido após o parto e o hipertireoidismo clínico poderá se desenvolver poucos dias após o parto, podendo requerer tratamento com drogas antitireoidianas. Altos títulos de anticorpos estimuladores identificados no terceiro trimestre da gestação são preditores de hipertireoidismo neonatal.
2. Existe algum risco de uma mulher sem problemas na tireóide ter um filho com hipertireoidismo?
Resposta: Existe o hipertireodismo congênito decorrente de alterações no gene que expressa o receptor de TSH (hormônio que estimula a tireóide), mas é uma condição clínica muito rara.
Nódulo Tireoideano1. “Durante a gestação eu tive um aumento de peso em torno de 40 kg, e no final dela foi descoberto um nódulo no meu pescoço. Cheguei a fazer a biopsia, mas só agora vou começar a fazer o tratamento, pois estava amamentando e eu estou com a doença de Plummer. Eu gostaria de saber se esse aumento de peso pode ter sido decorrente do desarranjo hormonal ou não teria nenhuma ligação?"
Resposta: A doença de Plummer é um nódulo tireoidiano único e hiperfuncionante, que geralmente causa hipertireoidismo. O hipertireoidismo causa perda de peso e não ganho. Assim, creio que o seu ganho de peso não esteja relacionado ao desenvolvimento da doença tireoidiana.
Fonte: Respostas do Departamento de Tireóide
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